Capítulo 9 A Linhagem da Doutora Zhu

Lahir Kembali Menikah dengan Prajurit, Aku Menjadi Kesayangan Keluarga di Tahun Tujuh Puluhan Berkat Membesarkan Anak Min Xiaoming 2483kata 2026-03-17 03:04:26

— Isso aqui, ouvi dizer que a família do doutor Zhu não concordou.

— Hm? A família do doutor Zhu não concordou?

— Sim, o pai do doutor Zhu é coronel de uma divisão do distrito militar, e a mãe dele também é do exército. Agora veja o capitão Lin: do interior, ainda por cima trazendo três crianças. Como poderiam aceitar uma coisa dessas?

Ao terminar, Wang Guilan deixou escapar um leve embaraço.

— Xiao An, não estou dizendo que o capitão Lin seja uma má pessoa.

An Yan ficou um tanto surpresa; não imaginava que Zhu Yan tivesse um passado tão ilustre, mas suas dúvidas anteriores enfim estavam esclarecidas:

— Tia Wang, eu sei que não foi essa sua intenção, não estou chateada.

Ao perceber que An Yan não se sentira ofendida, Wang Guilan soltou um suspiro de alívio e prosseguiu:

— Ai, essas três crianças também tiveram um destino cruel... Tão pequenas, já ficaram sem pai e mãe. Felizmente, contam com o tio Lin You para cuidar delas.

— Xiao An, não é por falar demais, mas se você casar com o capitão Lin, não vai se arrepender. Basta tratar bem as três crianças, e ele também lhe tratará bem.

An Yan compreendeu a mensagem nas entrelinhas, mas não pôde deixar de sentir um leve tom de chantagem moral. Ela não era do tipo que trocaria sua dedicação às três crianças por afeto vindo de Lin You.

Esse tipo de casamento não era o que desejava, tampouco seria duradouro.

Ainda assim, assentiu:

— Tia Wang, fique tranquila, certamente serei boa para as três crianças, e também para Lin You.

Vendo que An Yan acenava com a cabeça, Wang Guilan finalmente mudou de assunto e começou a conversar sobre outras coisas.

O tempo passou depressa e, sem que percebessem, Lin Nuannuan já havia acordado de seu sono.

À tarde, a "mãe e filha" passaram um tempo contando histórias. Durante esse período, Erdan veio fazer uma visita. Aproveitando-se desse momento, An Yan deu várias voltas pela casa, descobrindo que atrás do quintal havia um bom pedaço de terra. Muitos vizinhos já haviam plantado hortaliças ou cercado áreas para criar carneiros.

Somente a casa de Lin You destoava, parecendo um tanto isolada.

— Agora terei com o que me ocupar.

An Yan contemplou aquela terra e começou a traçar planos em sua mente.

Por volta das quatro da tarde, ela calculou que os dois meninos já deviam estar saindo da escola. Foi então para a cozinha preparar o jantar. Ainda restava carne do almoço, não precisando se preocupar com outros pratos, mas o acompanhamento principal não poderia ser macarrão outra vez.

Observando a farinha e a carne à mão, uma ideia lhe ocorreu. Pôs-se a sovar a massa, decidida a preparar alguns pãezinhos recheados.

Os dois pequenos, ao verem An Yan amassando a massa, também quiseram ajudar.

Sem alternativa, ela separou duas pequenas porções para que brincassem, e assim conseguiu um pouco de sossego.

Estava ocupada na cozinha, suando, quando, ao virar-se, deparou-se com um menino parado à porta, fitando-a intensamente, não se sabe desde quando.

O susto foi tal que An Yan deixou cair os hashis. Como aquele menino podia andar sem fazer ruído algum?

— Xiao Zhe, já voltou? E o seu irmão?

Lin Hongzhe não respondeu. Apenas continuou a encará-la por mais um tempo, antes de se virar e ir para o quarto.

— Esse garoto, tão pequeno e já com um olhar tão assustador! Quase morri de susto.

Recobrando-se, An Yan voltou a preparar os pãezinhos.

Ela colocou bastante recheio de carne, de modo que cada pãozinho ficava bem cheio. Depois de cozidos no vapor, bastava apertar de leve para que o caldo escorresse das dobras da massa.

No quarto.

Lin Hongzhuo também já havia chegado. Olhou para o irmão sentado à frente:

— Irmão, diga logo, o que vamos fazer? Você pretende mesmo deixar aquela mulher da cozinha ser nossa madrasta?

— Esperar.

— Esperar? Esperar o quê?

— O pai disse, meio mês.

Lin Hongzhe era de poucas palavras, relutando em falar mais do que o necessário. Entre os três irmãos, era o mais velho e o que mais sofrera com tudo aquilo. Naquele fatídico ano, quando os pais tiveram o acidente, ele também estava presente.

Antes, era tão sorridente quanto o irmão, mas desde então nunca mais sorriu.

— Meio mês? Irmão, você ainda lembra como aquela mulher nos tratou antes?

— Se ela ousar levantar a mão contra você ou a irmã, fará questão de se arrepender disso.

No olhar de Lin Hongzhe brilhou uma centelha de fúria!

...

Toc, toc, toc.

Enquanto conversavam, ouviram batidas à porta, seguidas da voz suave de An Yan do lado de fora:

— Xiao Zhe, Xiao Zhuo, venham jantar.

Os irmãos trocaram um olhar e se levantaram para sair.

An Yan percebeu a hostilidade nos olhos dos dois meninos, especialmente Lin Hongzhe — frio, muito frio, mais assustador até do que o olhar de Lin You.

Ela sorriu, tentando suavizar a tensão:

— Não sei do que vocês gostam, então preparei algo simples. Comam um pouco, e se não gostarem, me avisem.

À mesa, Lin Nuannuan já se deliciava com um pão de carne maior que seu rosto, lambuzando-se de óleo:

— Irmãos, venham comer!

Só então os dois meninos relaxaram um pouco a expressão.

Sentaram-se um de cada lado da irmã, numa postura protetora.

An Yan achou graça, mas nada disse. Era natural que os irmãos cuidassem da caçula.

— Podem comer, ainda há dois pratos na cozinha. Vou trazê-los.

No quarto, Lin Hongzhuo havia prometido a si mesmo que não comeria nada do que aquela mulher preparasse, mas, ao sentir o aroma do pãozinho nas mãos de Nuannuan, não pôde evitar engolir em seco.

— Irmão...

— Coma.

Crianças são sempre crianças. Ao ouvir a ordem do irmão mais velho, Lin Hongzhuo pegou um pão e deu uma grande mordida — e o sabor... conquistou-o completamente.

— Irmão, está delicioso...

Lin Hongzhe não disse nada, mas An Yan, trazendo os pratos, escutou o elogio:

— Se gostou, coma mais. Tem bastante na cozinha, não vai faltar. Prove o porco ao molho vermelho que preparei...

— Hmph.

Lin Hongzhuo virou o rosto, mas seus olhos não se desviaram do prato de carne na mesa.

— Eu sei que vocês não gostam de mim, mas não deixem isso atrapalhar o gosto pela carne ao molho vermelho, que está uma delícia — disse An Yan, pegando um pedaço e levando à boca.

— Só não quero desperdiçar comida.

O garoto tinha a língua afiada, mas as mãos não paravam, levando várias mordidas em sequência.

— Xiao Zhe, tem um minuto? Preciso conversar com você — chamou An Yan, após a refeição.

— Irmão, não vá...

Lin Hongzhuo tentou impedir o irmão.

— Não tem problema.

No pátio.

— Xiao Zhe, sei que minha chegada foi repentina, que vocês não estavam preparados, mas garanto que nunca os tratarei como aquela mulher de antes.

An Yan falou com sinceridade:

— Se não quiserem me chamar de mãe, não precisam. Podem me chamar de tia, ou, como Nuannuan, de irmã.

Lin Hongzhe lançou-lhe um olhar profundo:

— Chamar de tia? Então seria uma geração mais nova que Nuannuan?

An Yan ficou sem palavras.

— Não importa se você é boa comigo, mas se machucar minha irmã ou meu irmão, mesmo que não consiga vencer você, vou lutar até o fim!

A aura assassina em seus olhos fez An Yan estremecer. Que menino implacável!

— Eu juro!

***

Após a conversa, arrumou a cozinha, embalou Lin Nuannuan até dormir e, exausta, largou-se na cama. Ser mãe não era fácil; ser madrasta, menos ainda.

— Deixa pra lá, vou tomar um banho.

Voltou ao quarto de Lin You para pegar roupas. Quando estava prestes a trocar o pijama e tomar banho, a porta se abriu novamente...