Volume I Capítulo 5: A Provocação da Concubina

Sudah menjadi permaisuri setelah melintasi waktu, bersikap angkuh sedikit tentu saja masuk akal, bukan? Telur tanpa kuning. 2351kata 2026-03-12 14:35:44

秋 Shuang já aguardava há muito tempo no Tingyu Xuan.
Agora, ela não ousava causar tumulto diante de Murong Yunyi, e temendo Su Wanyin, só lhe restava procurar Lin Wanti para ( ) importuná-la.

Assim que viu Lin Wanti retornar, apressou-se a recebê-la, a voz impregnada de ironia:
— A senhora princesa realmente possui habilidades admiráveis, a ponto de conseguir curar a doença do príncipe.

— Senhorita Qiushuang é generosa em seus elogios — respondeu Lin Wanti com indiferença.

— Princesa — Qiushuang baixou o tom, deixando transparecer uma ameaça —, aconselho-a com sinceridade: não alimente esperanças de seduzir o príncipe. Ele está muito além de seu alcance.

Lin Wanti soltou um riso frio:
— A senhorita se preocupa em demasia. Apenas me dedico à arte da cura, não tenho outros intentos.

O sol brilhava com uma doçura singular, e Lin Wanti decidiu não se embrenhar em discussões com Qiushuang.
Sem leastar-se, dirigiu-se ao pátio e estendeu as ervas medicinais que recolhera do seu espaço secreto na noite anterior, expondo-as ao sol para secar.

Um aroma sutil de remédios espalhou-se pelo ar...

Qiushuang, sendo ignorada, estava a ponto de explodir de raiva, quando uma voz estridente rompeu o sossego do pátio:

— Que cheiro é esse?

Erguendo o olhar, Lin Wanti viu uma dama trajando vestes luxuosas, acompanhada por várias criadas, avançando com imponência.
O semblante da mulher era delicado, mas carregava uma arrogância inconfundível. Era a concubina Su, a consorte de Murong Yunyi.

— Quem ousa fazer algazarra? — Lin Wanti replicou, a voz firme e inabalável.

Qiushuang, ao vê-la, encolheu-se como um rato diante de um gato, perdendo completamente a audácia de outrora.
A cena divertiu Lin Wanti.

A concubina Su logo avistou Qiushuang:

— Ei, camponesa ignorante, o que faz aqui? Veja esse carmim ridículo em seu rosto, vermelho como fígado de porco. Quer enojar o príncipe para que eu fique viúva?

Qiushuang não ousou retrucar; conhecia bem os métodos cruéis da concubina Su. Limitou-se a chorar baixinho, recolhida a um canto.

A concubina Su revirou os olhos:

— O que foi? Ainda não se conforma em partir? Precisa que eu a expulse?

— Não precisa! Vou embora, já vou! —
Qiushuang desapareceu num piscar de olhos.

Só então a concubina Su voltou-se inteiramente para Lin Wanti, fitando-a dos pés à cabeça com um olhar repleto de hostilidade:
— Então você é a nova princesa? Como ousa deixar o pátio nesse estado deplorável? Que falta de decoro!

Seguindo o olhar da concubina Su, Lin Wanti contemplou as ervas espalhadas pelo pátio e explicou com serenidade:
— São ervas medicinais. Após secarem, servirão ao tratamento do príncipe.

— Tratamento? — A concubina Su soltou um riso escarnecedor —. Você, uma bastarda sem importância desde a massive infância, que chance teve de aprender medicina?
Não pense que ao se casar com o príncipe ascenderá ao posto de fênix. A saúde dele está sob os fanos dos médicos imperiais; não cabe a você exibir-se!

Lin Wanti permaneceu imperturbável:
— Possuo algum conhecimento, desejo apenas contribuir modestamente para a recuperação do príncipe.

— Contribuir? —
A concubina Su aproximou-se, o olhar cortante como lâmina —. Imagino que queira, na verdade, usar o pretexto da cura para se aproximar do príncipe! Ouça bem: ele está além de seus sonhos mais tolos!

— Vossa senhoria se engana — Lin Wanti manteve o semblante sereno —. Não nutro interesse algum além do Trajeto da Medicina; apenas desejo, como quem cura, aliviar as dores de quem padece.

A concubina Su não se deixou convencer. Soltou um muxoxo desdenhoso:

— “Coração de médico é como o dos pais”, diz você? Tolice! Uma bastarda ousando sonhar com a posição de princesa! Cuidado para não ascender tão alto que, na queda, não reste sequer ossos!

O olhar de Lin Wanti brilhou com um lampejo gélido, mas ela conservou a calma:
— Sei que sou filha ilegítima e de origem humilde; jamais aspiraria algo além do que me é permitido. Mas, ao ser dada em casamento à casa do príncipe, torno-me sua esposa e, como tal, devo devotar-me ao seu cuidado.

— Esposa? Cuidar do príncipe? —
A concubina Su desatou a rir, com escárnio, a ponto de tremer de tanto escarnecer —. Você? Com que qualificações? Imaginas que o príncipe se encantaria por alguém de tão vil nascimento?

As criadas ao lado da concubina Su logo ecoaram, num tom mordaz:

— Exato! Deveria olhar-se no espelho antes de querer disputar os favores da concubina Su! Sabe sequer o seu valor?

Lin Wanti conteve o fogo da indignação em seu peito, a voz ainda serena:

— Não busco competir por favores, apenas cumprir meus deveres como princesa.

— Deveres? —
A concubina Su arqueou as sobrancelhas —. Seu dever é manter-se confinada a seus aposentos, para não envergonhar ainda mais esta casa!

Ao dizer isso, desferiu um pontapé nas ervas secando ao lado, espalhando-as pelo chão, misturando-as à poeira, arruinando aquelas preciosidades.

O olhar de Lin Wanti gelou ao testemunhar o desperdício dos remédios.
Abaixou-se lentamente, recolhendo as ervas com uma calma assustadora:

— Se vossa senhoria desgosta das ervas, irei guardá-las, para não ofendê-la.

Propositadamente, Lin Wanti bateu as ervas, levantando uma nuvem de pó que se espalhou pelo rosto da concubina Su e suas criadas.

Cuidou com delicadeza das ervas manchadas, devolvendo-as ao cesto, e então se ergueu, sacudindo o pó das vestes com resolução no olhar:

— Amanhã, na hora do dragão, tratarei pessoalmente da totalidade do príncipe. Recomendo que não manche os remédios dele.

A concubina Su ficou momentaneamente atônita, depois explodiu em escárnio:

— Você? Atrever-se a tratar do príncipe? Quem pensa que é, o próprio Hua Tuo reencarnado?

— Não mereço tal renome — Lin Wanti respondeu com calma —. Apenas domino modestamente a medicina, e desejo dar minha humilde contribuição.

— Humilde contribuição? — O deboche nos olhos da concubina Su intensificou-se —. Não passa de pretexto para se aproximar do príncipe, não é mesmo?

Lin Wanti não se abalou, o olhar límpido:

— Vossa senhoria preocupa-se em vão. Meu coração é apenas o de quem cura.

— Coração de médico? O quê, quer ser pai ou mãe do príncipe? —
A concubina Su bufou —. Não me engana; seus propósitos são torpes!

Sem conceder atenção às publicidades, Lin Wanti virou-se e partiu, deixando a concubina Su furiosa, a ponto de bater os pés de raiva.

De volta a sopé, Lin Wanti retirou de seu bracelete algumas ferramentas médicas modernas, examinando-as com extremo cuidado para garantir que tudo estivesse em ordem.
Sabia que tratar de Murong Yunyi não seria simples: seu temperamento era imprevisível, e ele desconfiava de todos. Conseguir sua cooperação exigiria muito esforço.

Naquela noite, a mansão foi tomada por uma reviravolta: a concubina Su e todas as suas criadas cobriram-se de erupções vermelhas, que lhes causavam uma coceira insuportável.
O famoso médico imperial Zhang, responsável pelo príncipe, declarou-se impotente: só restava suportar.

Chuntao e Xiahe souberam do ocorrido e vieram relatar a Lin Wanti.
Ela limitou-se a sorrir sem dizer palavra.

Afinal, quem manda a concubina Su provocá-la? Foi apenas uma lição sutil.

Na manhã seguinte, na hora do dragão, Lin Wanti, munida de seus instrumentos médicos, dirigiu-se ao escritório de Murong Yunyi.

Ele estava sentado à mesa, lendo, e ao perceber sua presença, ergueu o olhar para ela, seus olhos plenos de escrutínio e curiosidade.