Volume I Capítulo 6 Ele realmente está doente

Sudah menjadi permaisuri setelah melintasi waktu, bersikap angkuh sedikit tentu saja masuk akal, bukan? Telur tanpa kuning. 2403kata 2026-03-13 14:39:55

— Príncipe, esta humilde esposa veio para lhe prestar tratamento. — Lin Wantí fez uma reverência, sua voz marcada por respeito.

Murong Yunyi pousou o livro que tinha entre as mãos, recostando-se levemente na cadeira, sua voz arrastando um laivo de indolência:
— Oh? A princesa realmente veio?

— Ontem já havia prometido a Vossa Alteza. Naturalmente, deveria vir — respondeu Lin Wantí.

— Minha enfermidade, nem mesmo os médicos imperiais conseguiram tratar. Tem certeza de que poderá curar-me? — havia um leve tom de escárnio na voz de Murong Yunyi.

— Não ouso garantir a cura imediata, mas darei o máximo de mim — replicou Lin Wantí, firme.

O olhar de Murong Yunyi pousou sobre Lin Wantí, profundo e impenetrável, como se desejasse sondar-lhe a alma. Só depois de um tempo, falou lentamente:
— Já que a princesa mostra tanta confiança, então, tentemos.

Lin Wantí se aproximou, pronta para iniciar o tratamento, mas Murong Yunyi, de súbito, recolheu a mão, uma nota de rejeição em sua voz:
— Não é necessário. Hoje não me sinto bem. Deixemos para outro dia.

Fitando-o, Lin Wantí sentiu-se tomada de uma leve frustração. Não lhe cabia impor-se, por isso apenas disse:
— Então, retornarei amanhã.

— Não será preciso — a voz de Murong Yunyi era gélida. — Meu corpo não necessita de sua preocupação, princesa.

Lin Wantí estacou, entendendo, por fim, o sentido das palavras de Murong Yunyi: ele não acreditava nela, tampouco desejava seu tratamento.

Inconstante, enfermo como está.
Oh, de fato, ele é doente.

Respirando fundo, Lin Wantí respondeu, serena:
— Já que Vossa Alteza assim deseja, não o incomodarei mais.

Dito isso, virou-se para partir. Quando chegou à porta, ouviu novamente a voz de Murong Yunyi:
— Espere.

Ela deteve o passo, voltando-se para ele.

Murong Yunyi fitava-a com olhar complexo, a voz grave:
— Por que a princesa insiste tanto em tratar deste príncipe? Com que objetivo?

O coração de Lin Wantí estremeceu. Era um teste.

Recompôs-se e respondeu, tranquila:
— Alteza, esta humilde esposa apenas...

De repente, a porta do gabinete foi aberta. A concubina Su entrou às pressas, o rosto marcado por ansiedade:
— Príncipe, Vossa Alteza está bem? Ouvi dizer...

Ao ver Lin Wantí, seus olhos brilharam de surpresa. Voltando-se para Murong Yunyi, falou, solícita:
— Não deveis confiar nesta mulher, ela...

Interrompeu-se, como se hesitasse em prosseguir.

O olhar de Su alternou entre Lin Wantí e Murong Yunyi, por fim fixando-se em Lin Wantí, a voz aguda:
— Príncipe, não confie nessa mulher, ela tem intenções pérfidas!

Lin Wantí franziu levemente o cenho, fitando Su com um traço de desagrado:
— O que quer dizer, senhora concubina?

Su soltou um resmungo e foi até o lado de Murong Yunyi, sua voz agora melíflua:
— Alteza, pense bem: uma filha bastarda, como poderia possuir conhecimentos médicos superiores aos dos médicos imperiais? Ela se aproxima de Vossa Alteza com outros propósitos!

Murong Yunyi permaneceu em silêncio, apenas observando Lin Wantí. Após longa pausa, lançou-lhe um olhar ambíguo:
— É mesmo? Outros propósitos?

— Senhora concubina — respondeu Lin Wantí, calma —, se possuo algum conhecimento em medicina, sendo agora esposa do príncipe, tenho o dever de zelar por sua saúde. Ademais, os médicos imperiais mostraram-se impotentes; ofereço-me para tentar, qual o mal nisso?

— Muito bonito em palavras! — interrompeu Su. — Mas quem pode garantir suas verdadeiras intenções? E se tentar prejudicar o príncipe de propósito?

Lin Wantí respirou fundo, controlando a ira, mas sua voz manteve-se serena:
— Senhora concubina, se não confia em mim, pode acompanhar todo o procedimento. Não farei nada que prejudique Sua Alteza.

Su quis retrucar, mas Murong Yunyi ergueu a mão, interrompendo-a.

— Basta — murmurou, com impaciência. — Se a princesa deseja tentar, que tente.

O olhar de Su brilhou de rancor, mas não ousou dizer mais nada, apenas lançou a Lin Wantí um olhar fulminante.

Lin Wantí sentiu aliviar-se levemente. Sabia que, embora Murong Yunyi consentisse no tratamento, ainda nutria profundas dúvidas a seu respeito.

Aproximou-se dele, retirou do estojo que trazia consigo agulhas de prata e algodão embebido em álcool. Com gestos hábeis, desinfetou as agulhas e as inseriu delicadamente nos pontos de acupuntura de Murong Yunyi.

O corpo do príncipe estremeceu sutilmente, mas não resistiu.

Enquanto Lin Wantí aplicava as agulhas, observava-lhe atentamente as reações, calculando o tempo em silêncio. Su, a concubina, vigiava cada movimento, olhos cheios de suspeita e hostilidade.

O tempo arrastava-se. Pequenas gotas de suor perlavam a fronte de Lin Wantí, mas ela manteve a concentração e a calma.

Por fim, a última agulha foi inserida. Lin Wantí deixou escapar um leve suspiro:

— Pronto — disse a Murong Yunyi. — Alteza, aguarde um pouco; quando a sensação das agulhas passar, irei removê-las.

Murong Yunyi assentiu levemente e fechou os olhos, sentindo silenciosamente as transformações em seu corpo.

Vendo a cena, Su não se conteve:
— Príncipe, sente-se bem? Há algum desconforto?

Murong Yunyi não respondeu, mantendo os olhos cerrados, como se nada tivesse ouvido.

Su, desprezada, sentiu ainda mais raiva. Lançou um olhar feroz a Lin Wantí e afastou-se, calando-se.

Após alguns minutos, Murong Yunyi abriu os olhos e encarou Lin Wantí, surpreso.

— Sua arte médica é realmente extraordinária — sua voz era grave, com uma nota de admiração.

Lin Wantí esboçou um sorriso humilde:
— Alteza exagera. Apenas cumpro meu dever.

— Não há por que ser modesta — replicou Murong Yunyi. — Sinto o corpo muito mais leve. Sua medicina é, de fato, notável.

Lin Wantí sentiu-se secretamente satisfeita. Sabia ter conquistado, ao menos em parte, a confiança do príncipe.

— Alteza, sua doença não se curará em um ou dois dias, é preciso tratamento contínuo — disse Lin Wantí. — Prepararei um plano detalhado de cuidados; peço que colabore.

Murong Yunyi assentiu, consentindo.

Lin Wantí começou a arrumar seu estojo, prestes a se retirar.

— Princesa — chamou Murong Yunyi de repente —, amanhã, venha tratar-me novamente.

Lin Wantí, surpresa, voltou-se para ele, alegria cintilando no olhar.

— Sim, Alteza.

Ao se dirigir à porta, ouviu novamente a voz do príncipe:

— Princesa...

Ela parou e olhou para ele.

Murong Yunyi fitou o olhar firme de Lin Wantí, e no fundo do coração, uma leve onda brotou, como se uma pedra perturbasse a superfície calma de um lago.

Mas logo ele reprimiu qualquer emoção.

— Nada. Apenas chegue pontualmente amanhã. Não me faça esperar.

— Sim.